
A obra da nova orla de Balneário Camboriú começou pela Barra Sul e o primeiro trecho está em acabamento. A Prefeitura informou, em 7 de agosto de 2026, que os primeiros 200 metros de calçadão devem ser entregues até novembro.
No dia 12 de setembro, os canteiros começaram a ser fechados com tapumes e portões, e cinco corredores de acesso à faixa de areia estão previstos na sequência. O trecho em obra vai da Rua 3920 até o molhe da Barra Sul: é a primeira parte da Praia Central a receber o projeto completo e é também onde a rotina de moradores e visitantes está mais afetada agora, com pista de rolamento estreitada, travessias em execução e acesso à praia por passagens definidas.
Neste artigo, a TONADRI reúne o que já foi concluído, o que está em execução em setembro de 2026 e o que ainda depende de contrato, com base nas publicações da Prefeitura de Balneário Camboriú e no site oficial da obra. É a mesma leitura de território que a TONADRI já publicou sobre a Avenida Brasil.
É o primeiro contrato de execução da nova orla da Praia Central. A área vai da Rua 3920 até o molhe da Barra Sul, com cerca de 1.500 metros de extensão, e a obra começou em julho de 2025.
Para organizar a logística, esses 1.500 metros foram divididos em cinco trechos: três localizados antes do trecho piloto e dois depois dele. O trecho piloto, entre as ruas 4400 e 4600, foi executado antes e serve de referência para o restante.
Uma ressalva de leitura, para não errar a conta. A Prefeitura usa "trecho" e "fase" como o mesmo sistema e escreve "cinco trechos (ou fases)". O que muda de uma publicação para outra é a delimitação do primeiro deles: em 1º de abril de 2026, o trecho 1 aparece como cerca de 190 metros entre as ruas 3950 e 4100; em 8 de maio, como o trecho que inicia na altura da Rua 3920; e em setembro, a fase 1 aparece como o trecho entre as ruas 3920 e 4000. Cada número precisa ser lido com a data da publicação em que saiu.
A execução está com a FJ Construtora LTDA, vencedora do processo licitatório, com investimento previsto de R$ 31.098.488,88, valor que inclui mão de obra e o fornecimento de todos os materiais. A instalação elétrica teve licitação própria e está com a Mercolux Comercial Elétrica LTDA, no total de R$ 3.736.213,00.
Vale separar as frentes que acontecem na mesma orla e costumam ser confundidas:
| Obra | O que é | Onde está |
|---|---|---|
| Reurbanização, etapa Barra Sul | Novo calçadão, pista de micromobilidade, paisagismo, travessias e muro de proteção costeira | Rua 3920 até o molhe da Barra Sul |
| Macrodrenagem, etapa Norte | Galerias subterrâneas para escoamento de chuva e proteção da faixa de areia | Rua 2000 até o Canal do Marambaia |
| Macrodrenagem, etapa Sul | Mesmo sistema, com licença ambiental emitida em 02/07/2026 e licitação publicada em 03/07/2026 | Entre as ruas 2000 e 3950 |
| Recuperação da faixa de areia | Alargamento da praia com areia dragada, concluído | Praia Central |
O muro de proteção costeira é a estrutura mais avançada. Em 7 de agosto de 2026, a Prefeitura informou que ele estava 90% concluído, faltando 100 metros para fechar toda a extensão da etapa Barra Sul. Três meses antes, em 8 de maio, a mesma estrutura tinha passado de 50%.
O muro é de concreto armado, tem 2 metros de altura, base de 2 metros de largura, 40 centímetros de espessura e paredes de travamento a cada 5 metros, apoiado sobre uma base de 90 centímetros de rachão. Ele repete o modelo do muro que já existe sob o calçadão atual e tem função de contenção: protege a urbanização quando a maré avança em cenários extremos, inclusive com perda de areia da praia.
As ligações de infraestrutura que atravessam a Avenida Atlântica avançam ponto a ponto. O projeto prevê dez pontos na etapa Barra Sul, cada um levando redes de elétrica, lógica, drenagem, esgoto e abastecimento de água da área interna da orla até os postes junto aos edifícios. A primeira foi executada na altura da Rua 3950. A segunda, na altura da Rua 4000, foi entregue em 26 de agosto de 2026, dois dias antes do prazo. As demais não têm conclusão registrada nas publicações consultadas.
No trecho 1, que a publicação de abril de 2026 delimita entre as ruas 3950 e 4100, os tapumes de cerca de 190 metros foram retirados no fim de março para o início da estrutura da pista de micromobilidade. É aí que aparece uma das mudanças mais concretas do projeto para quem usa a orla todo dia: a nova ciclovia terá 3 metros de largura, a mesma do trecho piloto, e ao lado dela haverá uma pista de corrida de 2,5 metros. São 5,5 metros dedicados a esporte e micromobilidade, mais que o dobro dos 2 metros da ciclofaixa compartilhada que hoje ocupa a maior parte da Avenida Atlântica.

Canteiro da reurbanização entre a Avenida Atlântica e a faixa de areia, na etapa Barra Sul. Foto: acervo TONADRI.
O trabalho está concentrado na fase 1, definida pela Prefeitura em setembro de 2026 como o trecho entre as ruas 3920 e 4000. Três frentes correm ao mesmo tempo:
Travessias de pedestres na Avenida Atlântica, iniciadas em 9 de setembro. O serviço estava marcado para 31 de agosto e foi adiado por mau tempo, e a data seguinte foi remarcada considerando o movimento de visitantes na cidade.
Lixeiras subterrâneas. A escavação e a preparação dos espaços ocorreram entre 8 e 11 de setembro. O içamento e a instalação estavam previstos para começar em 15 de setembro. São dois cofres, cada um com quatro lixeiras, sendo duas para orgânico e duas para recicláveis.
Requalificação asfáltica. Em 2 de setembro, o trânsito foi desviado na esquina da Rua 4000 para terraplanagem e aplicação de asfalto no trecho onde será construída a terceira pista da avenida.
Enquanto essas frentes avançam, o trânsito no trecho segue em pista única, com interrupções pontuais para movimentação de máquinas.
Em 13 de setembro, a Prefeitura realizou uma força-tarefa de fiscalização do canteiro, com participação da Secretaria de Compras para verificar o cumprimento das cláusulas contratuais pela empresa executora. Foram recolhidos materiais e entulhos fora dos espaços delimitados, registrados trechos de passeio danificados e feita poda preventiva de galhos com risco de queda. Segundo o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, Olnear Ortis Ceccatto, a próxima fiscalização do mesmo tipo será na obra de macrodrenagem.
O fechamento integral dos canteiros começou em 12 de setembro de 2026, com tapumes e portões em toda a área em execução. A Prefeitura informou que, na sequência, serão implantados cinco corredores exclusivos para moradores, visitantes e frequentadores da faixa de areia.
Três desses corredores ficam no trecho entre a área piloto, onde estão a Feira da Orla e a Barra Sul. Os outros dois ficam na região ao norte do trecho piloto, chamada de fase 3 do projeto. O cronograma de implantação estava sendo alinhado com a empresa responsável.
Quem usa a faixa de areia para esporte também sentiu a obra: em 15 de junho de 2026, quando começou o trecho 3, que vai até a altura da Rua 4400, onde termina o trecho piloto, a Prefeitura pediu a retirada dos equipamentos de beach tennis da área das intervenções.
Em 8 de maio de 2026, o então secretário de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, Carlos Humberto Silva, afirmou que os trabalhos tinham ultrapassado 20% de execução do estabelecido em contrato. Na consulta feita em 17 de setembro de 2026, o painel do site oficial da obra marcava 25% para a reurbanização da etapa Barra Sul e 70% para a macrodrenagem etapa Norte.
Esses dois números não têm a mesma data de apuração e o painel do site não informa quando foi atualizado pela última vez. Para acompanhar o estágio real, o indicador mais confiável continua sendo a entrega física de cada trecho.
A previsão anunciada pela Prefeitura é novembro de 2026, para cerca de 200 metros de calçadão. A informação foi divulgada depois da reunião técnica de 7 de agosto, que reuniu a prefeita Juliana Pavan, a equipe da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Urbano e representantes das empresas de infraestrutura, engenharia, elétrica e paisagismo.
Na mesma reunião, a prefeita solicitou o recapeamento asfáltico do primeiro trecho da Avenida Atlântica, incluindo as três pistas da via, duas de rolamento e uma de serviço, além da ciclofaixa, porque a via foi aberta em vários pontos para a passagem da parte elétrica e da drenagem. A execução das travessias elevadas para pedestres precisava começar antes desse recapeamento.
Depois da entrega do trecho piloto, a Prefeitura ouviu moradores e visitantes e revisou o projeto. O pedido mais frequente foi ampliar as áreas sombreadas. Com a revisão, o projeto passou a prever 118% mais árvores em relação à proposta inicial.
No trecho da Barra Sul estão previstas mais de quinhentas árvores, a maioria com mais de quatro metros de altura, além de mais de mil arbustos e cerca de 6 mil metros quadrados de forração vegetal. O desenho revisado também inclui uma área gramada de 3.631 metros quadrados. Entre as espécies previstas estão ipês amarelos e rosas, pitangueiras, buganvílias, aldragos, araçás, quaresmeiras e guapuruvus, além de butiá, jerivá, coqueiro e palmeira imperial.
As árvores que estão no caminho da obra são transplantadas. Segundo a Prefeitura, a medida busca evitar a supressão e preservar a vegetação que já faz parte da paisagem: cerca de 30 amendoeiras e dez postes de iluminação serão reposicionados ao longo do trecho que vai da Rua 3920 ao molhe da Barra Sul. O transplante começou em 18 de agosto de 2026, na fase 1, e consta do licenciamento ambiental aprovado pelo Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina.
O contrato de paisagismo fechou cerca de 25% abaixo do valor inicialmente previsto, uma economia superior a um milhão de reais, segundo a Prefeitura.

A faixa em obras acompanha a Avenida Atlântica ao longo do trecho da etapa Barra Sul. Foto: acervo TONADRI.
A frente seguinte é a macrodrenagem etapa Sul, que termina onde o trecho da reurbanização da Barra Sul começa. O Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina emitiu a licença ambiental em 2 de julho de 2026, declarando a viabilidade do sistema no trecho entre as ruas 2000 e 3950. A Concorrência Eletrônica nº 008/2026, para contratar a empresa executora, foi publicada em 3 de julho, com abertura das propostas marcada para 27 de julho.
Pelo site oficial da obra, a etapa Sul prevê 3.954 galerias de concreto armado pré-fabricadas ao longo de 1,95 quilômetro, conectando a Rua 2000 ao Rio Camboriú pela Rua 3920, com conclusão estimada para 2027. A etapa Norte, que usa 5.290 aduelas em 2,4 quilômetros até o Canal do Marambaia, tem conclusão estimada para 2026 e teve a instalação das aduelas na faixa de areia concluída em junho de 2026. O custo total das duas etapas está previsto em R$ 53.063.765,28.
Pela Prefeitura, a macrodrenagem serve para reduzir os alagamentos na região central em períodos de chuvas intensas e para proteger a faixa de areia e o novo calçadão da orla. Pelo site oficial da obra, sem essa infraestrutura não seria possível avançar com a reurbanização da orla.
Na própria Barra Sul, fora da orla, outras duas obras foram definidas em setembro. A cobertura da pista de skate da Avenida Normando Tedesco teve a empresa definida em 9 de setembro, a Augusto Marinhak Valus LTDA, por R$ 533.610,00, com prazo de até três meses contados da ordem de serviço prevista para outubro. E o parquinho infantil da Barra Sul foi substituído por um equipamento novo, com instalação concluída em 9 de setembro, com exceção do módulo de balanços.
Três pontos concretos, sem promessa.
O primeiro é o calendário. Quem compra ou aluga na faixa entre a Rua 3920 e o molhe convive com canteiro fechado, pista única em alguns trechos e acesso à praia por corredores definidos. A primeira entrega física está anunciada para novembro de 2026, e ela cobre cerca de 200 metros, não a extensão inteira.
O segundo é a infraestrutura enterrada. As dez ligações previstas para atravessar a Avenida Atlântica levam elétrica, lógica, drenagem, esgoto e água para a estrutura da nova orla. Junto com o muro de proteção costeira e com a macrodrenagem, é o tipo de investimento que não aparece na foto pronta e sustenta o uso do espaço nos anos seguintes.
O terceiro é a leitura de estágio. Percentual de obra e prazo contratual não são a mesma coisa que data de entrega. Quem está avaliando um imóvel na região ganha mais em acompanhar o que foi fisicamente concluído em cada trecho do que em somar promessas de cronograma.
Sim. O trecho piloto, entre as ruas 4400 e 4600, foi executado antes do restante e serviu de referência para a revisão do projeto. O primeiro trecho da etapa Barra Sul, com cerca de 200 metros, tem entrega prevista para novembro de 2026.
Sim. A Prefeitura informou em 13 de setembro de 2026 que serão implantados cinco corredores exclusivos de acesso à faixa de areia: três entre a área piloto e a Barra Sul e dois na fase 3, ao norte do trecho piloto.
R$ 31.098.488,88 para a execução da obra, com a FJ Construtora LTDA, mais R$ 3.736.213,00 para a instalação elétrica, com a Mercolux Comercial Elétrica LTDA. São contratos separados, conforme a Prefeitura.
Não. A reurbanização refaz o calçadão e a área de convívio. A macrodrenagem implanta galerias subterrâneas para escoamento de chuva e proteção da faixa de areia. As duas se cruzam na mesma orla e a segunda é condição para a primeira avançar.
A etapa Sul vai da Rua 2000 até o Rio Camboriú, saindo pela Rua 3920, exatamente onde começa o trecho da reurbanização da Barra Sul. Ela recebeu licença ambiental do IMA em 2 de julho de 2026 e teve a licitação publicada em 3 de julho, com abertura das propostas em 27 de julho. A conclusão estimada pelo site oficial da obra é 2027.
A etapa Barra Sul é a primeira parte da Praia Central a receber o projeto completo da nova orla, e o estágio dela se mede por entrega física: muro de proteção costeira em reta final, ligações de infraestrutura sendo entregues ponto a ponto e fase 1 em acabamento. O próximo marco é a entrega de cerca de 200 metros de calçadão, com previsão para novembro de 2026.
Se você mora, investe ou pretende comprar na Barra Sul, na Praia Central ou na Praia Brava, a TONADRI ajuda a entender o que cada trecho em obra significa para o imóvel que você está avaliando e acompanha a documentação da negociação, da proposta ao registro.
TONADRI | Adriana Amorim · CRECI J 4440
Todas as publicações abaixo são da Prefeitura de Balneário Camboriú e do site oficial da obra, consultadas em 17 de setembro de 2026. As datas de cada informação estão no corpo do artigo.
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